Construir a cidadania a partir do exercício do direito de todos a expressão, comunicação e informação
Mostrando postagens com marcador Ricardo Kotscho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ricardo Kotscho. Mostrar todas as postagens
sábado, 19 de janeiro de 2013
Caravanas da Cidadania: há uma pedra no meio do caminho
O ex-presidente Lula anunciou 2013 como o ano da retomada das ruas. E que logo liderará a segunda etapa das Caravanas da Cidadania, que percorreram pela primeira vez o país entre 1993 e 1994. Ativistas como o jornalista Beto Almeida convocam para o mesmo período as Caravanas da Informação Democrática (confira os links no pé do post). Mas a mídia hegemônica já decidiu que vai de tudo fazer para neutralizar os efeitos dessa nova etapa de mobilizações sociais. (R.B, Equipe do EDUCOM)
Do Blog das Frases, na Carta Maior*
Antes que o PT esboçasse o roteiro das caravanas que Lula planeja realizar este ano o dispositivo midiático iniciou a sua.
Reportagens publicadas nos últimos dias pelo 'Estadão' e 'O Globo' revisitaram marcos do governo petista.
Alguns títulos pinçados desse primeiro arranque :
'Dez anos depois, população pobre do Brasil permanece refém de programas de renda';
'Berço’ do Fome Zero não muda com programas sociais';
'Em Guaribas, 87% da população vive do Bolsa Família';
'PT tira milhões da pobreza, mas abandona responsabilidade fiscal'
Vai por aí a coisa.
As referências de partida às cidades pobres de Guaribas (PI) e Itinga (MG), recheiam o propósito de alvejar por antecipação os símbolos previsíveis de um roteiro petista.
Ambas estão associadas ao Fome Zero, o primeiro programa lançado por Lula no primeiro ato, do primeiro dia, do seu primeiro governo, em 3 de janeiro de 2003.
Emerge dos textos a ordem unida que deve afinar a desconstrução desse ciclo incômodo.
Na superfície, benevolência: milhões deixaram a pobreza, mas...
Na costura, a lógica desidrata a dinâmica social negando a emergência de qualquer sujeito histórico capaz de afrontar o veredito do fracasso irremediável.
'O modelo é insustentável' , arremata em pedra e cal o sociólogo tucano Bolívar Lamounier, na última linha do texto do O Globo.
Foi nisso que deu a luta contra a miséria.
Para todos os efeitos, o Brasil é reduzido a uma fila de seres vegetativos alimentados pela sonda infatigável do populismo.
O fato de a demanda colecionar 16 trimestres seguidos de expansão, num momento em que o planeta estrebucha em anemia, é um acidente de percurso.
A caravana conservadora tira isso de letra. Literalmente
É só ouvir 'especialistas ' especializados em alvejar o PT.
No atacado ou no varejo? O cliente é quem manda.
A varredura atinge por extensão o 13 de fevereiro próximo, quando o partido comemora 33 anos de fundação, ademais de acumular munição para 2014 e cumprir a missão imediata: colocar uma pedra no meio do caminho da mobilização de resistência acenada pelos dirigentes .
Não qualquer pedra.
Mas aquela capaz de suscitar a dúvida: de que adianta Lula afrontar a pauta da criminalização e da desqualificação se a narrativa da nova caravana da cidadania caberá ao monopólio midiático?
Nos anos 90, as redações foram pegas de surpresa pela iniciativa original. Num primeiro momento, cederam à repercussão diante do efeito contagiante por onde comitiva petista passava.
Organizadas entre 1993 e 1996, as Caravanas da Cidadania percorreriam mais de 40 mil quilômetros. Ao todo, foram seis expedições que vasculharam os quatro cantos do território nacional.
A primeira, de 24 dias, partiu de Garanhuns, interior pernambucano; finalizou em Vicente de Carvalho (SP).
Reeditou o percurso de um pau de arara que em 1951 levaria Lula, a mãe e irmãos até São Paulo e daí para o litoral, fugindo da seca, da fome e da pobreza.
A imagem de um novo 'cavaleiro da esperança' a escancarar a realidade do país como o seu melhor argumento, rapidamente acendeu o farol vermelho nas redações.
A tolerância inicial cedeu lugar então às cobranças. Duras. Repórteres escalados para cobrir as viagens eram intimados a entregar a encomenda.
Às favas com fatos, pessoas e paisagens.
O jornalista Ricardo Kotscho acompanhou de perto aquela aventura como assessor de imprensa de Lula.
Em depoimento à Fundação Perseu Abramo, em 2006, revela detalhes da operação desmonte acionada pelas chefias de redação para sufocar o comício ambulante do líder metalúrgico. Continue lendo
Relacionadas:
Feliz Ano Novo: Lula reabre o calendário das ruas
Sarney defende veto a candidaturas de ex-presidentes
2013: última chance para derrubar Dilma
O Brasil que dá certo x mídia
Caravana da informação
*crédito da imagem: ABr/arquivo
Assinar:
Postagens (Atom)